Passar para o Conteúdo Principal
Voltar ao início

Património Cultural

castro

Serviço de Património Cultural

Missão
Conhecer, estudar, proteger, valorizar e divulgar o património cultural do concelho.

Função
Assegurar a transmissão de uma herança nacional cuja continuidade e enriquecimento unirá as gerações num percurso civilizacional singular, através da salvaguarda e valorização do património cultural.

Dever
Proteger e valorizar o património cultural como instrumento primordial de realização da dignidade da pessoa humana, objeto de direitos fundamentais, meio ao serviço da democratização da cultura e esteio da independência e da identidade nacionais.

É função do Serviço de Património Cultural:

  • Arrolar e publicitar os monumentos e motivos com valor histórico e cultural, existentes no concelho de Esposende;
  • Efetuar e promover estudos e propor ações de defesa, preservação e promoção do Património;
  • Colaborar com as associações, grupos ou individualidades que, localmente, se proponham executar ações de recuperação dos patrimónios referidos no ponto anterior;
  • Emitir pareceres e apresentar projetos sobre maté­rias relacionadas com a preservação do património histórico-cultural do concelho;
  • Organizar e dirigir atividades no âmbito da arqueologia;
  • Promover a investigação e estudo da história local e divulgar os resultados obtidos;
  • Apoiar investigadores e estudantes que queiram promover estudos sobre o concelho de Esposende;
  • Promover a divulgação do património arqueológico e histórico junto da população, com enfoque nos mais novos.

A ocupação humana no atual território de Esposende, remonta à Pré-História Antiga e reflete tanto a componente cultural - pelos vestígios arqueológicos que são identificados - como a componente natural - através da tipologia de materiais arqueológicos, como pela localização dos sítios.

Ocupação humana no território de Esposende: da Pré-História à Idade do Bronze | apresentação


Apresentação incluída na primeira exposição permanente do Centro Interpretativo de S. Lourenço, onde se aborda a evolução da ocupação humana do atual território de Esposende desde a Pré-História até à Idade Bronze.

 

Património Arqueológico - classificado/ em vias de classificação ou com intervenções arqueológicas

Numa primeira fase, iremos disponibilizar alguma informação relativa ao Património Arqueológico que se encontre classificado ou em vias de classificação, bem como aquele que tenha sido objeto de intervenções arqueológicas.

 

AMBIENTE TERRESTRE

DESIGNAÇÃO | Cividade de Belinho

Antas - Cividade, «casas dos mouros», 192_

DESCRIÇÃO | Sobranceiro à Quinta de Belinho está o Castro ou Subidade como também é conhecida esta estação arqueológica da Idade do Ferro.
Em termos espaciais é um habitat de pequenas dimensões, alcandorado no alto do monte que se situa a Nascente da quinta onde viveu o poeta António Correia de Oliveira. Foi ele quem, em 1924, procedeu à primeira intervenção arqueológica que levou à descoberta de alguns edifícios circulares e oblongos, espólio cerâmico, fíbulas e parte de uma muralha em pedra.
Do que se conhece do sistema defensivo, este é composto de duas muralhas. A mais interior rodeia toda a coroa e adapta-se à configuração desta. A mais exterior, que apenas está bem percetível nas zonas de fácil acesso (norte e sul), parece ser obra de reforço nos pontos em que era estritamente necessário.
O espólio exumado, que se reparte pelo Museu Nacional de Arqueologia, Museu de Antropologia do Porto e Família Correia de Oliveira, é interessante e capaz, apesar de exíguo, de ajudar a compreender o fenómeno de fixação e expansão dos seus habitantes. Em linhas gerais este local foi ocupado no decurso da 2.ª metade do I milénio a.C. e como habitat organizado permaneceu, pelo menos até ao séc. I, tornando-se, a partir daí, num aglomerado cada vez mais residual à medida que se potencializavam novas modalidades de ocupação ao longo da faixa litoral.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 1924 | década de 60 do séc. XX

CLASSIFICADO como Imóvel de Interesse Público - Decreto do Governo n.º 1/86 de 03/01

ID. PDM - 1.1 | TIPO DE SÍTIO - habitat | CRONOLOGIA - idade do ferro

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - VITORINO, Pedro, Notas artísticas e arqueológicas – exploração arqueológica, “Lusa”, 1917; VASCONCELOS, J. Leite de, O Castro de Belinho, “O Archeólogo Português”, vol. XXIX, Lisboa, 1934, pp. 45-49; PINTO, R. Serpa, Nótulas Ceramográficas, “O Archeólogo Português”, voI. XXVII, Lisboa, 1930; PINTO, R. Serpa, A Cividade de Terroso e os Castros do Norte de Portugal, “Revista de Guimarães”, VoI. XLII, Guimarães, 1932; FONSECA, Teotónio da, Espozende e o seu Concelho, Esposende, 1936; CUEVILLAS, F. Lopez, Las Habitaciones de los Castros, “Cuadernos de Estudios Gallegos”, Vol. II, Santiago de Compostela, 1946; CUEVILLAS, F. Lopez, La Civilizacion Celtica en Galícia, Santiago de Compostela, 1953; FIGUEIREDO, Cristovão Aires de, História do Exército Português, VoI. I; ARAÚJO, Ilídio de, Castros, outeiros e crastos na paisagem de Entre-Douro-e-Minho, “Minia”, 1980; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, “Boletim Cultural de Esposende”, vol. 9/10, Esposende, 1986, pp. 53-55.

LOCALIZAÇÃO - freguesia - s. paio antas | lugar/topónimo - belinho

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Menir de S. Paio de Antas

MenirSPaioAntas

DESCRIÇÃO | No lugar de Igreja, num pequeno monte sobranceiro à Igreja Paroquial da mesma freguesia, é visível um monólito em granito da região, bem talhado, de aspeto fálico, sem qualquer tipo de decoração, visível em cerca de 1,65 m de altura. Destaca-se a sua inclinação para sul, posição que acentua sua forma eminentemente fálica. Muitos investigadores atribuem-lhe carga simbólica, associando-o a ritos de fertilidade praticados pelas comunidades de então.

CLASSIFICADO como Imóvel de Interesse Público | Decreto n.º 26-A/92 de 01/06

ID. PDM -1.2 | TIPO DE SÍTIO - menir | CRONOLOGIA - III/II milénio a.C.

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, O Menhir de S. Paio de Antas, Antas, 1979; JORGE, Vítor Oliveira, Menhirs du Portugal, “L'Architecture Mégalithique”, Vannes, Soe. Polym. Norbihan, 1977; JORGE, Vitor Oliveira, O Megalitismo do Norte de Portugal, “Revista de Guimarães”, VoI. LXXXVIII, Guimarães, 1978; JORGE, Vitor Oliveira, O Megalitismo do Norte de Portugal. O Distrito do Porto, tese de doutoramento, Porto, 1982; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, "Boletim Cultural de Esposende", vol. 9/10, Esposende, 1986, p. 44; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário, Lisboa, 1993, vol. II, Distrito de Braga, p. 40.

LOCALIZAÇÃO freguesia- s. paio antas | lugar/topónimo - monte

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Menir de S. Bartolomeu do Mar

PLACA_MenirS_BartolomeuMar DesenhoMenirS-BartolomeuMar_NOROESTE DesenhoMenirS-BartolomeuMar_SUL DesenhoMenirS-BartolomeuMar_NORDESTE1

DESCRIÇÃO | O menir - localmente designado por “o padrão” - encontra-se localizado nas imediações da igreja paroquial, a escassos metros da parede que define o adro do lado oeste.
O monumento em questão é em granito de grão médio a grosso, com muitos cristais de quartzo. Mede 2,10m de altura acima do solo, sendo mais espesso na base. Tem uma secção triangular ou sub-triangular, encontrando-se truncado no topo. As espessuras máximas são, na base de 72 cm; na parte média, cerca de 60cm e no topo de cerca de 40cm. Pode ser subdividido em três faces, sendo que a principal parece ser a que se encontra genericamente virada a sul. Visto desta face tem um certo aspeto antropomórfico que lhe é conferido pelo estrangulamento, quase em quarto de círculo, de ambos os lados do topo. Esta face apresenta oito covinhas, agrupadas em conjuntos de duas, numa posição central, e dispostas segundo o eixo maior vertical; além delas, a mesma face é ainda bordejada por três covinhas situadas à esquerda do observador, aparentemente centradas, e uma quarta, à direita, alinhada pela covinha central da periferia esquerda (numa disposição simétrica). As fossetes desta face são as mais largas e profundas das que se observam no monólito, num total de 19. As covinhas restantes encontram-se distribuídas pela face NO em número de cinco, e pela face NE, em número de duas.
Juntamente com o de S. Paio de Antas e com o recentemente descoberto no lugar da Infia, na vila de Forjães, este é o terceiro menir do concelho, o que conjugado com as muitas mamoas que se espalham pelo aro do concelho, nomeadamente na freguesia de Vila Chã, vem colocar Esposende no centro dos estudos megalíticos do norte de Portugal.

CLASSIFICADO como Imóvel de Interesse Público | Decreto n.º 26-A/92 de 01/06

ID. PDM - 11.2 | TIPO DE SÍTIO – menir | CRONOLOGIA - III/II milénio a. C.

FONTE – Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA – JORGE, Vitor Oliveira, BAPTISTA, António Martinho, GONÇALVES, António A. H. Bacelar, Menir de S. Bartolomeu do Mar (Esposende), “Boletim Cultural de Esposende”, 9-10, 1986, p. 13-20; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, “Boletim Cultural de Esposende”, Esposende; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário, Lisboa, 1993, vol. II, Distrito de Braga, p. 40; PEIXOTO, António Maranhão, SOARES, Franquelim Neiva, MACHADO, Jaime Cepa, AZEVEDO, Manuel Sampaio, CAPITÃO, Orlando Martins, CEPA, Paula Cristina, Memórias de São Bartolomeu do Mar, Geografia, Cadastro, Toponímia e Património, II Volume, Centro Social da Juventude de Mar, São Bartolomeu do Mar, 2005.

LOCALIZAÇÃO - freguesia - s. bartolomeu do mar | lugar/topónimo - igreja

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Dólmen ou Anta da Portelagem

DolmenPortelagem.2

DESCRIÇÃO | A antela da Portelagem é um monumento megalítico que data do III milénio a.C.
Foi escavada em fins do séc. XIX por F. Martins Sarmento, tendo sido reescavado na 2.ª metade do séc. XX por uma equipa da Universidade Portucalense liderada pelo Dr. Eduardo Jorge. Do espólio da primeira intervenção constam 5 pontas de seta em quartzo e sílex e um vaso com asa, carenado e decorado com mamilos sobre a carena. Na última intervenção, para além de mais pontas de seta, foram recolhidos alguns fragmentos de cerâmica campaniforme.
O conjunto é constituído por um "tumulus" ainda relativamente bem conservado e urna couraça pétrea que encosta às lajes da câmara. Esta, por sua vez, tem urna forma sub-retangular e originalmente seria formada por 14 a 15 esteios graníticos de volumetria e tamanho variável. Presentemente restam 12, alguns dos quais parcialmente fragmentados. Da cobertura resta, somente, uma laje de proporções avantajadas.
No que toca à temática decorativa, por vezes usual neste tipo de monumento, sabemos que alguns dos esteios possuem gravuras que estão a ser estudados pela equipa que procedeu aos mais recentes trabalho.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - Finais do séc. XIX | 2.ª metade do séc. XX

EM VIAS DE CLASSIFICAÇÃO como Imóvel de Interesse Público | Homol. Sup. De 14 de Outubro de 1999

ID. PDM - 15.2 | TIPO DE SÍTIO – mamoa | CRONOLOGIA - III milénio a.C.

FONTE  - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - FORTES, José, Vasos Truncados e Invertidos, “Portugália”, T. lI, Porto, 1905; Correspondência epistolar entre Emílio Hubner e Martins Sarmento, " Revista de Guimarães", Vol. XXXIII, Guimarães, 1933; SARMENTO, F. Martins, Os Dispersos, Coimbra, 1933; NUNES, J. Castro, Escavações no Dólmen da Barrosa (Âncora), Porto, 1951; LEISNER, Vera, Notas sobre um vaso Transmontano, " Arqueologia e História", Vol. VIII, Lisboa, 1958; CUEVILLAS, F. L., La Época Megalítica en el Noroeste de la Peninsula, “Caesaraugusta”, VoI. 13/14, Pamplona, 1959; SAVORY, H. N., Espanha e Portugal, “Ed. Verbo”, Lisboa, 1974; JORGE, Susana Oliveira, Pontas de seta provenientes de túmulos megalíticos do Noroeste de Portugal, “Mínia”, 2.ª série, Ano I, n.º 2, Braga, 1978; JORGE, Vitor Oliveira, O Megalitismo do Norte de Portugal, “Revista de Guimarães”, voI. LXXXVIII, Guimarães, 1978; SANCHES, Maria de Jesus, Recipientes cerâmicos da Pré-história recente do norte de Portugal, " Arqueologia”, n.º 3, Porto, 1981; AMÂNDIO, J. Bernardino, Esposende e o seu Concelho na História e na Geografia, tese de licenciatura, Esposende, s/d; ALMEIDA, Carlos A Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, " Boletim Cultural de Esposende", Vol. 9/10, Esposende, 1986, pp. 39-41.

LOCALIZAÇÃO – freguesia – vila chã | lugar/topónimo - campo da portelagem/ sobreiro

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Castro de S. Lourenço

CastroSLourenco.1 CastroSLourenco.2

Prospeto Castro de S. Lourenço | Português

Brochure Castro de S. Lourenço | Français

Flyer Castro de S. Lourenço | English

DESCRIÇÃO| A primeira intervenção arqueológica no Castro de S. Lourenço remonta a 1985 quando, na sequência das destruições ocorridas no início da década (1983), foi aberto um caminho de acesso a uma pedreira.

Este povoado da Idade do Ferro está situado numa das várias elevações que formam a arriba fóssil paralela à faixa litoral. Localizado no monte de S. Lourenço – cota de 200m de altitude – a sudoeste do planalto de Vila Chã, o habitat demonstra ser, pela diacronia das suas ocupações, um lugar privilegiado tanto em termos geoestratégicos como económicas.

O Monte de S. Lourenço, foi ocupado desde o Calcolítico (III milénio a.C.) e, continuamente, a partir do séc. V a.C. até ao séc. V/VI d.C. Após um período de abandono retoma vida na Idade Média, desde o séc. XII até ao séc. XIV, com a construção de um pequeno castelo.

A ocupação castreja, defendida por três ordens de muralhas de pedra e terra, bem visíveis a Nascente – a parte mais vulnerável do monte – encontra-se dispersa por urna grande área que se estende desde a acrópole até a pedreira que, na vertente ocidental, arruinou parte do sopé e da encosta onde se localizavam algumas das estruturas do povoado, entre as quais um dos torreões de defesa e vigia. Na acrópole e acessos, parcialmente desbastados com a construção da capela dedicada ao mártir S. Lourenço, patamares e escadaria, são bem visíveis, os sinais de algumas construções relacionadas com o habitat castrejo que, além de sofrer a pujança reorganizativa e a aculturação decorrente da progressiva romanização teve ainda, mercê de uma topografia excecional, honras de ocupação medieval.

As casas foram construídas por todo o monte, em socalcos. A sustentação das terras era feita naturalmente pela penedia e artificialmente por muros, que também serviam de defesa. Genericamente os núcleos habitacionais do início da Romanização são compostos por três edifícios, rodeados por um lajeado que, além da comodidade que oferecia aos habitantes, servia também de eira para a secagem dos cereais.

O espólio arqueológico recolhido inclui, para além das produções típicas da cerâmica proto-histórica, surgem numerosos fragmentos de cerâmicas importadas, desde cerâmicas áticas, às cerâmicas comuns de época romana, ânforas e "sigillatas" de produção hispânia. Mas não só de cerâmica se caracterizam os objetos arqueológicos recuperados, pois foram detetadas moedas de prata (denários) - destaque para dois pequenos tesouros de denários do fim da República - e de bronze, uma corrente em bronze, um colar composto por contas em pasta vítrea e ouro, um peso de balança romano em chumbo, alfinetes (fíbulas) e vidros. Quanto à epigrafia, foi encontrada na década de 1950 nas imediações da segunda muralha uma ara dedicada à DEA SANCTA, divindade característica da Lusitânia, venerada localmente.

A presença romana faz-se sentir bem materializada nas construções.
Alvo de uma intensa ocupação até ao século IV/V, o sítio terá continuado a garantir, esporádica ou continuamente, no decorrer da Idade Média, uma sólida permanência humana, tal como demonstram a muralha e as cerâmicas descobertas na coroa do monte.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 1985-2011

CLASSIFICADO como Imóvel de Interesse Público | Decreto do Governo n.º 1/86 de 03/01

ID. PDM - 15.1 | TIPO DE SÍTIO – habitat | CRONOLOGIA - idade do ferro/época romana/idade média

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, VoI. XI, Lisboa, 1886; VIEIRA, José Augusto, O Minho Pitoresco, VoI. I, Lisboa, 1886; PINTO, R. Serpa, A Cividade de Terroso e os Castros do Norte de Portugal, “Revista de Guimarães”, VoI. XLII, 1932; SARMENTO, J. Martins, Os Dispersos, Coimbra, 1933; FONSECA, Teotóneo da, Espozende e o seu Concelho, Esposende, 1936; MACHADO, Falcão, Esposende, Monografia do Concelho, Esposende, 1951; BOAVENTURA, Manuel, A Ara a Dafa, “Lucerna”, 1965; ENCARNAÇÃO, José d', Divindades Indígenas sob o Domínio Romano em Portugal, Lisboa, 1975; ROSÁRIO, A. do, Falam Documentos, Braga, 1977; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Neiva, Manuel A. Penteado, O Castro de S. Lourenço, Vila Chã - Esposende, “BoIetim Cultural de Esposende”, n.º 2, Esposende, 1982, pp. 5/17; SANTOS, L., ROUX, P. le, TRANOY, A., Inscrições Romanas do Museu Pio XII em Braga, “Bracara Augusta”, VoI. XXXVI, 1983; ALMEIDA, Carlos A Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, " Boletim Cultural de Esposende", Vol. 9/10, Esposende, 1986, pp. 41-43; VÁRIOS, Arqueologia do concelho de Esposende, Esposende, 1995; ALMEIDA, Carlos A Brochado de, CUNHA, Rui M Cavalheiro, O Castro de S. Lourenço, Ed. C.M. Esposende, Esposende, 1997; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Povoamento romano do Litoral Minhoto entre o Cávado e o Minho - Esposende, in “Boletim Cultural de Esposende”, n.º 20, Câmara Municipal de Esposende, 1998; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Povoamento romano do Litoral Minhoto entre o Cávado e o Minho – Esposende, 2000; ALMEIDA, Ana Paula Raposo de Azevedo Ramos Brochado de, O culto a Dea Sancta no Castro de S. Lourenço e a produção de sal no litoral de Esposende, I Seminário Internacional sobre o sal português Instituto de História Moderna da Universidade do Porto, 2005, p. 171-178; ALMEIDA, Ana Paula R. A. R. Brochado de, ALMEIDA, Carlos A Brochado de, Castro de S. Lourenço, Ed. C.M. Esposende, Esposende, 2008; Vv., Estudo Carpológico do Castro de São Lourenço (Esposende, Noroeste de Portugal): Primeiros Resultados, “Estudos do Quaternário, 6 APEQ, Braga, 2010, pp. 67-73; ALMEIDA, Ana Paula R. A. R. Brochado de, ALMEIDA, Carlos A Brochado de, Memórias Arqueológicas do Castro de S. Lourenço - I, Ed. Município de Esposende, Esposende, 2015; ALMEIDA, Carlos A Brochado de (coord.), Memórias Arqueológicas do Castro de S. Lourenço - II, Ed. Município de Esposende, Esposende, 2017.

LOCALIZAÇÃOfreguesia - vila chã | lugar/topónimo - monte de s. lourenço

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Mamoa da Cruzinha

DolmenCruzinha

DESCRIÇÃO | Esta sepultura megalítica está situada num terreno de mato a Sul da Quinta de S. Givas.
Presumivelmente intacta, tem de diâmetro maior 27m e a sua altura atinge os dois metros. A couraça, excetuando o lado Sul, onde o caminho lhe comeu uma pequena parcela, encontra-se pelo menos exteriormente em perfeito estado de conservação.
Na década de 90 do século XX foi alvo de trabalhos arqueológicos, por parte de uma equipa da Universidade Portucalense, sob a orientação científica do Dr. Eduardo Jorge. Os dados das intervenções permanecem inéditos.

ID. PDM - 15.14 | TIPO DE SÍTIO – mamoa | CRONOLOGIA - III/ II milénio

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 1993-1993

FONTE - Serviço de Património Cultural

BIBLIOGRAFIA - JORGE, Vítor Oliveira, O Megalitismo do Norte de Portugal. O Distrito do Porto (tese de doutoramento), Porto, 1982, pp. 444-445; SANCHES, Maria de Jesus, Recipientes cerâmicos da Pré-história recente do norte de Portugal, " Arqueologia”, n.º 3, Porto, 1981, pp. 88/98; NEIVA, Manuel Albino Penteado, Apontamentos sobre Vila Chã, Esposende, 1984, pág. 19; ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, “Boletim Cultural de Esposende”, Vol. 7/8, Esposende, 1985, pág. 42.

LOCALIZAÇÃO - freguesia - vila chã | lugar/topónimo - arribadas/ cruzinha

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Mamoas do Rapido (I, II, E III)

DolmenRapidoIII.2(Dólmen do Rapido III)

DESCRIÇÃO | O conjunto megalítico do Rapido é formado por três mamoas ou mamuínhas como nesta freguesia são conhecidas.
Estão situadas em terreno de mato e pinhal, numa planura localizada a oeste do monte da Cerca e não muito distante da antela da Portelagem.
Tal como aquela, foram, nos finais do século XIX, objeto de estudo por parte de F. Martins Sarmento que chegou mesmo a escavar uma delas. Estudo que veio a revelar-se importante, já que, recentemente, alertou uma equipa da Universidade Portucalense, dirigida pelo Dr. Eduardo Jorge, para a necessidade do seu reestudo. Este, efetuado entre 1988 e 1990, mostrou uma estrutura bem mais complexa e interessante do ponto de vista arquitectónico, que a que se antevia nos anos subsequentes à escavação de Martins Sarmento.
A câmara, protegida por um “tumulus” em terra e uma pequena couraça pétrea, tem um forma sub-circular e é constituída por 9 esteios de tamanhos desiguais. Completam-na um pequeno corredor, orientado para nascente, formado por lajes de tamanho mais pequeno que as da câmara e coberto por pedras de dimensão quase semelhante às daquela estrutura.
O espólio recolhido e presentemente em estudo, consta de pontas de seta e cerâmica campaniforme, o que condiz com a cronologia que lhe é proposta – III milénio a. C. A sua importância é tanto maior quanto sabemos possuírem alguns dos esteios da câmara gravados que virão a ajudar a com prender melhor o universo simbólico daqueles povos megalíticos.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - finais do século XIX | 1988 e 1990

EM VIAS DE CLASSIFICAÇÃO como Imóvel de Interesse Público | Homol. Sup. De 14 de Outubro de 1999

ID. PDM - 15.5 | TIPO DE SÍTIO – mamoa | CRONOLOGIA - III milénio a.C.

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - SARMENTO, F. Martins, Os Dispersos, Coimbra, 1933, pág. 156; JORGE, Vitor Oliveira, O Megalitismo do Norte de Portugal. O Distrito do Porto, tese de doutoramento, Porto, 1982, p. 444/45; SANCHES, Maria de Jesus, Recipientes cerâmicos da Pré-história recente do Norte de Portugal, “Arqueologia”, n.º 3, Porto, 1981, pp. 88/98; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, "Boletim Cultural de Esposende", Vol. 7/8, Esposende, 1985, pág. 47.

LOCALIZAÇÃO - freguesia - vila chã | lugar/topónimo - rapido

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Castro do Sr. dos Desamparados

CastroSDesamparados.1 CastroSDesamparados.2 CastroSDesamparados.3

DESCRIÇÃO | Este habitat situa-se num pequeno cabeço sobranceiro ao lugar de Terroso, no sítio de Eira d’Ana, na parte oriental da freguesia de Palmeira de Faro.
O castro é de pequenas dimensões, mas nem por isso menos importante. Terá sido ocupado desde o Bronze Final (final do I milénio a.C.) e de forma contínua a partir de meados do séc. II a.C. até ao séc. III-IV. Após um período de abandono foi ocupado esporadicamente na Alta Idade Média.

A estação arqueológica contou com a primeira escavação arqueológica em 1996, tendo sido então dividida em 3 setores (ou áreas): o setor A, que corresponde à zona da acrópole, no espaço envolvente à Capela do Sr. dos Desamparados; o setor B, que corresponde a uma pequena parcela da vertente voltada a noroeste, junto ao caminho de acesso à capela e o setor C, que corresponde à parte mais setentrional do povoado.

As diversas intervenções arqueológicas revelaram indícios cerâmicos de uma ocupação desde o Bronze Final, faltando no entanto dados que permitam afirmar com segurança tal antiguidade ocupacional do povoado. Contudo, os vestígios arqueológicos detetados numa intervenção efetuada em 2009, no sopé do monte - um provável contexto tumular e um espaço de armazenamento (silos) contemporâneos do Bronze Final – concorrem para reforçar a hipótese das origens do Castro do Sr. dos Desamparados no Bronze Final.

A 1.ª fase construtiva conhecida respeita à Idade do Ferro, cuja ocupação se situa entre meados do séc. II a.C. e inícios do séc. I. A ocupação terá permanecido até cerca do séc. IV, comprovada pelo aparecimento de moedas em bronze. No entanto, o povoado já teria perdido grande parte da sua população em detrimento de outros habitats.
Do período medieval apareceram alguns fragmentos de cerâmicas suevo-visigóticas, mas não foi encontrada nenhuma construção que comprove a continuidade de ocupação.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 1996-1999 | 2001-2007

ID. PDM - 13.1 | TIPO DE SÍTIO – habitat | CRONOLOGIA - proto-histórico

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - NEIVA, Manuel Albino Penteado, Esposende - Breve Roteiro Histórico, Esposende, 1987; ALMEIDA, Carlos A . Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, “Boletim Cultural de Esposende”, vol. 11/12, Esposende, 1987, pp. 104-105.

LOCALIZAÇÃO - freguesia - palmeira de faro | lugar/topónimo - terroso

Plano Diretor Municipal

 

DESIGNAÇÃO | Cemitério ou Necrópole Medieval das Barreiras

CemiterioMedievalBarreiras

DESCRIÇÃO | Na parte ocidental da vila de Fão, mais concretamente na zona da Bouça dos Lírios, está o Cemitério Medieval das Barreiras.
Manuel de Boaventura noticiava, em 1958, o aparecimento de um conjunto de sepulturas no quintal do Senhor João Fernandes. Descrevia-as como sendo de granito mal aparelhado, cobertas com placa de louça, acompanhavam o achado, diversos fragmentos de “imbrex” (telha), cerâmica e restos ósseos.
Em 1989, quando a necrópole já havia caído no esquecimento da população, os Serviços de Arqueologia da Zona Norte foram alertados pelo Município, da detenção de um novo achado, desta feita nos terrenos que confinam a sul, com a propriedade do Sr. João Fernandes. Os descobridores fortuitos, um grupo de estudantes do ciclo Preparatório, tinham exumado uma nova sepultura.
Procedendo-se então a uma escavação sistemática da área, apareceram cerca de 144 sepulturas e restos de um edifício, com uma cronologia que oscila entre o século XI e XIV. Posteriormente foram realizadas intervenções arqueológicas que permitiram registar até ao presente mais de 200 sepulturas.
As inumações, integradas em túmulos de caixa e cobertura de xisto, que denotam uma confeção mais recente - ou com caixa em granito e tampas de placas de xisto, estão orientadas no sentido Poente-Nascente, contíguas por vezes, paredes meias e frequentemente sobrepostas (em alguns casos atinge já os três níveis de sobreposição). Com uma profundidade que ronda os trinta centímetros, de tamanhos variáveis consoante a dimensão do cadáver, revelam que os enterramentos eram feitos em caixão, cobertos de terra e com vestígios de antropomorfismo: a cabeça está, por vezes, imobilizada entre dois seixos rolados ou dois fragmentos de “ímbricis” (telhas). Os esqueletos dos túmulos estavam ainda razoavelmente conservados devido a fraca acidez do solo e à enorme duna que soterrava toda a área e protegia a necrópole. São relativamente abundantes os conjuntos de ossadas provenientes de enterramentos anteriores, que foram sendo acumulados pelas sucessivas inumações.
Igualmente importante é o edifício de seis compartimentos de finalidade ainda desconhecida, encontrado praticamente ao nível de alicerces. Os pisos, um lajeado a xisto e os de mais de saibro castanho-avermelhado, bem batido, apresentam grandes concentrações de cinza e carvões. Do espólio detetado até ao momento salientam-se algumas moedas da primeira dinastia, cerâmicas atribuíveis aos séculos XII a XIV e variada escória de ferro, provas indubitáveis de permanência humana na área sacralizada pelo cemitério.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 1989-1992 | 2010-2012

ID. PDM - 6.1 | TIPO DE SÍTIO – cemitério | CRONOLOGIA - idade média (séc. XII-XIV

FONTE - Serviço de Património Cultural - ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, Estudo do Património Cultural, in PDM de Esposende.

BIBLIOGRAFIA - CHAVES, Jerónimo Gonçalves, Elementos para a História de Fam, Famalicão, 1924; LARCHER, Jorge, Monografia de Fão, Esposende, 1948; BOAVENTURA; Manuel de, Uma Necrópole em Fão, “Lucerna”, Porto, 1966; NEIVA, Manuel A. Penteado, Esposende – Breve Roteiro Histórico, Esposende, 1987; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de, Carta Arqueológica do Concelho de Esposende, “Boletim Cultural de Esposende”, volume 13/14, Esposende, 1988, pp. 26-32; ALMEIDA, Carlos A. Brochado de et alii, Necrópole Medieval das Barreiras (Fão), “Boletim Cultural de Esposende”, vol. 17, Esposende, 1990/92, pp. 111-126; CUNHA, Eugénia et alii, Paleodemografia da população Medieval de Fão, “Boletim Cultural de Esposende”, vol. 17, Esposende, 1990/92, pp. 127-136; CUNHA, Eugénia, Populações medievais portuguesas (séc. XI-XV).A perspectiva paleobiológica., “Arqueologia Medieval”, n.º 5, 1997, Edições Afrontamento, pp. 57-83.
LOCALIZAÇÃO - freguesia – fão | lugar/topónimo - barreiras

Plano Diretor Municipal

 

AMBIENTE AQUÁTICO

DESIGNAÇÃO | Naufrágio Quinhentista de Belinho 1

PraiaBelinho

DESCRIÇÃO | No Inverno de 2014, um importante conjunto de madeiras, artefactos metálicos diversos, concreções ferrosas e pelouros em pedra foi sendo arrojado a costa a Norte de Esposende, na praia de Belinho. Entre 2015 e 2017, sucessivas tempestades levaram a novos arrojamentos. Em Abril e Maio de 2017, prospeções geofísicas realizadas ao largo da praia e mergulhos de reconhecimento permitiram identificar uma âncora, quatro bocas-de-fogo em bronze e em ferro, madeirame em conexão e vários artefactos em contexto de sítio de naufrágio.
Provavelmente estaremos na presença de um dos mais importantes sítios arqueológicos submersos até agora localizados em Portugal. Embora os materiais arqueológicos apontassem preliminarmente para um intervalo cronológico entre o último quartel do seculo XVI e o primeiro do seculo XVII – nomeadamente observando-se os pratos em estanho e em latão, cujas marcas sugerem origem alemã ou flamenga, sem dúvida do Norte da Europa – as características arcaicas do ferro de fundear e a tipologia da artilharia encontrada sugerem uma data anterior para a perda deste navio: 1525-1550.
É de ressalvar, no entanto, que só quando concluída a análise detalhada da coleção de artefactos permitirá avançar com uma datação mais precisa para este sitio – até por não ser raro encontrarem-se bocas-de-fogo com várias décadas de uso em restos de navios naufragados entre a segunda metade do séc. XVI e a 1.ª metade do séc. XVII.
Apesar de ainda não ser possível avançar uma datação deste sítio com segurança, o horizonte temporal para a perda deste navio parece-nos estar compreendido entre 1520 e 1580. Curiosamente, há um registo de naufrágio nesta área, o navio Nossa Senhora da Rosa, perdido em 1577 “através de Esposende”.
Seja como for, talvez a característica mais importante e rara deste sítio seja o facto de estarmos perante o primeiro naufrágio quinhentista em águas portuguesas a ser encontrado praticamente intocado desde a sua perda; o único a produzir artilharia em bronze; e o mais capaz de conter ainda em si todo o espólio de um navio dessa altura. A ser ibérico, tratar-se-á de um dos mais completos sítios desta tipologia e cronologia a ser encontrado a nível mundial.
Na mesma praia, foram recuperados mais de 2 milhares de fragmentos de ânforas da 2.ª metade do séc. I, correspondentes a um naufrágio da Época Romana. Encontram-se atualmente em estudo.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 2005-atualidade

ID. PDM – a incluir na revisão do PDM - TIPO DE SÍTIO – naugráfio | CRONOLOGIA - idade moderna (séc. XV-XVI)

FONTE - Serviço de Património Cultural.

BIBLIOGRAFIA

Naufrágio da praia do Belinho (Esposende): Programa para um projecto arqueológico integrado. 2015 | http://forseadiscovery.eu/sites/default/files/attachments/documents/naufragio_da_praia_do_belinho.pdf

ALMEIDA, Ana, Filipe Castro, Alexandre Monteiro e Ivone Magalhães (2017), "O naufrágio quinhentista de Belinho, Esposende: resultados preliminares". Al-Madan Online, Julho 2017, 80-95 | https://issuu.com/almadan/docs/al-madanonline21_3

ALMEIDA, Ana; Castro, Filipe; Magalhães, Ivone; Monteiro, Alexandre (2020), “Belinho 1 Shipwreck: A probable 16th century ship lost at Esposende, Portugal”, in Cultural Tourism and Heritage in Northern Portugal, eds. Clara Sarmento and Sara Cerqueira Pascoal. Newcastle upon Tyne: Cambridge Scholars Publishing, 185-203

BARROS, Amândio J. M. (2016), "Breve relação do naufrágio do navio Nossa Senhora da Rosa, perdido através de Esposende em 1577. O navio de Belinho?". Em A gestão dos recursos florestais portugueses na construção naval da idade moderna: História e Arqueologia, editado por Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes, Instituto de Arqueologia e Paleociências da U.N.L., 51-60| http://forseadiscovery.eu/sites/default/files/attachments/documents/a_gestao_dos_recursos_florestais_portugueses.pdf

BETTENCOURT, José, Cristóvão Fonseca, Inês Coelho, Patrícia Carvalho, Tiago Silva e Gonçalo Lopes (2015), O navio do Belinho: relatório da avaliação preliminar efectuada pelo CHAM em Junho de 2014. Centro de História d´Aquém e d'Além Mar - FCSH-UNL | https://www.academia.edu/20216163/O_navio_do_Belinho_relat%C3%B3rio_da_avalia%C3%A7%C3%A3o_preliminar_efectuada_pelo_CHAM_em_Junho_de_2014

CASTRO, Filipe et al. (2015), Belinho 1 shipwreck: Timber catalogue. FCSH-UNL. Instituto de História Contemporânea | http://forseadiscovery.eu/sites/default/files/attachments/documents/belinho_1_shipwreck_timber_catalogue_201.pdf | https://www.academia.edu/18771630/Belinho_1_Shipwreck_Timber_Catalogue_2015

CASTRO, Filipe, Arnaud Cazenave de la Roche, Sergio José López Martin, Ricardo Borrero e Charles Bendig (2018), Early Modern European Shipwrecks: Architectural Signatures – 14th to 17th centuries. ShipLAB Report 28 - Draft 1. Center for Maritime Archaeology and Conservation | https://www.academia.edu/37470138/Early_Modern_European_Shipwreck_Hull_Remains?s=t

CASTRO, F.; Bendig, C.; Bérubé, M.; Borrero, R.; Torres, R.; Yamafone, K.; Budsberg, N.; Martins, A. M. (2018), “Recording Early Modern Hull Remains” | https://www.academia.edu/36552529/Recording_Early_Modern_Hull_Remains

FONSECA, Cristóvão, José Bettencourt, Tiago Silva, Inês Pinto Coelho e Patrícia Carvalho (2015) "The early modern Belinho ship (Esposende, Portugal): a first report". Poster apresentado no International Symposium on Boat and Ship Archaeology Baltic and Beyond (ISBSA). Change and continuity in shipbuilding, em National Maritime Museum, Gdañsk, Polónia. 21-25 setembro, 2015| https://run.unl.pt/handle/10362/35134 | https://run.unl.pt/bitstream/10362/35134/1/The_Early_Modern_Belinho_Ship_Esposende.pdf

FONSECA, Patrícia (2017), "Tesouros do mar Português". Visão, 6 de julho de 2017 | http://forseadiscovery.eu/sites/default/files/attachments/documents/visao_6-7-2017.pdf

MARTINS, Adolfo Miguel, Ana Almeida, António Santos, Ivone Magalhães, Filipe Castro, Jemma Bezant, Marta Dominguez-Delmas, Nigel Nayling e Peter Gronendijik (2016), "Reconstructing trees from ship timber assemblages using 3D modelling technologies: Evidence from Belinho in Northern Portugal". Paper apresentado no Sixth International Conference on Underwater Archaeology (IKUWA 6), em Fremantle, Austrália. 29 de novembro a 2 de dezembro, 2016 | https://www.academia.edu/30308151/Reconstructing_Trees_from_Ship_Timber_Assemblages_Using_3D_Modelling_Technologies_Evidence_from_Belinho_in_Northern_Portugal

MARTINS, Adolfo Miguel, Filipe Castro e Nigel Nayling (2017), "Belinho 1: Registo e análise provisória às madeiras do navio". Em Árvores, barcos e homens na Península Ibérica (Séculos XVI-XVIII) [ForSEADiscovery Project (PITN-GA-2013-607545)] editado por Rosa Varela Gomes e Koldo Trápaga Monchet, Instituto de Arqueologia e Paleociências da U.N.L., 181-191 | http://www.academia.edu/36778562/BELINHO_1_REGISTO_E_AN%C3%81LISE_PROVIS%C3%93RIA_%C3%80S_MADEIRAS_DO_NAVIO

MARTINS, Adolfo Miguel, Nigel Nayling e Filipe Castro (2015), "Ship timbers from the Belinho shipwreck: Recording and provisional analysis". Paper apresentado no Colóquio Internacional Património, Turismo e Desenvolvimento - Esposende - 30 anos de Arqueologia |1985-2015, em Esposende, Portugal. 16-17 de novembro, 2015 | https://www.academia.edu/30351507/Ship_Timbers_from_the_Belinho_Shipwreck_Recording_and_Provisional_Analysis

MARTINS, A. M. (2017), “Reconstructing trees from ship timbers: data analysis and schematics”. Em Árvores, barcos e homens na Península Ibérica (Séculos XVI-XVIII) [ForSEADiscovery Project (PITN-GA-2013-607545)] editado por Rosa Varela Gomes e Koldo Trápaga Monchet, Instituto de Arqueologia e Paleociências da U.N.L., 63-76| https://www.academia.edu/36778547/RECONSTRUCTING_TREES_FROM_SHIP_TIMBERS_DATA_ANALYSIS_AND_SCHEMATICS

MARTINS, A. M. (2015), “How can we see trees in timbers? An approach to the golden age of shipbuilding” | https://www.academia.edu/21445620/HOW_CAN_WE_SEE_TREES_IN_TIMBERS_AN_APPROACH_TO_THE_GOLDEN_AGE_OF_SHIPBUILDING

MARTINS, A. M.; Ali, S. (2018), “Using Three-Dimensional Software to Reconstruct Frames of the Past Based on Archaeological Evidence”, Antrope 9, Instituto Politécnico de Tomar, 58-68 | https://www.academia.edu/39926744/Using_Three_Dimensional_Software_to_Reconstruct_Frames_of_the_Past_Based_on_Archaeological_Evidence

MARTINS, A. M.; Almeida, A.; Magalhães, I.; Castro, F.; Bezant, J.; Domínguez-Delmás, M.; Nayling, N.; Groenendijk, P. (forthcomming) (2020), “Reconstructing trees from ship timber assemblages using 3D modelling technologies: evidence from the Belinho 1 shipwreck in Northern Portugal”. Em IKUWA6. Shared Heritage: Proceedings of the Sixth International Congress for Underwater Archaeology, editado por Jennifer A. Rodrigues and Arianna Traviglia. Archaeopress Publishing Ltd., 116-126

RICH, Sara A., Nigel Nayling, Garry Momber e Ana Crespo Solana (2017), Shipwrecks and Provenance - in-situ timber sampling protocols with a focus on wrecks of the Iberian shipbuilding tradition. Oxford: Archaeopress Publishing Ltd. | http://www.archaeopress.com/Public/download.asp?id=%7B61F76991-B059-4AD6-9693-4030F6535AA9%7D

 

NOTÍCIAS - SIC  | RTP  | TVI24 | Porto Canal | Televisión de Galicia | Revista "National Geographic Portugal" - "Despojos de Belinho", secção “Mundos Antigos”, n.º 166, janeiro 2015 | Jornal "Público" - "Há um navio quinhentista praticamente intocado na costa de Esposende" de Abel Coentrão, destaque "Cultura Ípsilon"

LOCALIZAÇÃO - freguesia – belinho | lugar/topónimo – carreira das neves

 

DESIGNAÇÃO | Praia da foz do ribeiro de Peralta/ Rio de Moinhos

PraiaRibeiroPeralta1. PraiaRibeiroPeralta2.

DESCRIÇÃO | Na praia onde desagua o ribeiro de Peralta têm aparecido desde 2005 diversos vestígios de madeiras, troncos de árvores e placas de xisto talhadas assentes em “tijuca”, diversos materiais líticos associados ao período da Pré-História Antiga bem como, um pouco mais a Sul, diversos fragmentos de cerâmica - atribuíveis ao período romano, destacando-se mais de um milhar de fragmentos de ânforas, para além de fragmentos cerâmicos correspondentes genericamente ao período contemporâneo - pesos de rede e salinas amovíveis em xisto ("gamelas"), para além de vestígios de uma estacaria da Época Romana.

INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS - 2005-atualidade

ID. PDM - 12.4 - TIPO DE SÍTIO – vários | CRONOLOGIA – pré-história à idade média

FONTE - Serviço de Património Cultural.

BIBLIOGRAFIA - ALMEIDA, Ana Paula R. A. R. Brochado de, Relatório dos Trabalhos Arqueológicos. Praia do Ribeiro de Peralta [Rio de Moinhos – Marinhas – Esposende], Esposende, 2005; ALMEIDA, Ana Paula; MAGALHÃES, Ivone, O achamento da praia da Ribeira do Peralta (Esposende - Noroeste de Portugal), "O Irado Mar Atlântico. O naufrágio bético augustano de Esposende (Norte de Portugal)", p. 11-26; ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de, O concelho de Esposende: da pré-história à antiguidade clássica, "O Irado Mar Atlântico. O naufrágio bético augustano de Esposende (Norte de Portugal)", p. 27-55; NEVES, Isabel C.; FONSECA, António M.; OLIVEIRA, César; PARPOT, Pier; KUZNIARSKA-BIERNACKA, Iwona; MORAIS, Rui, Caracterização de fragmentos cerâmicos oriundos do naufrágio Bético Augustano de Esposende, "O Irado Mar Atlântico. O naufrágio bético augustano de Esposende (Norte de Portugal)", 2013 p. 247-261; OLIVEIRA, César; KUZNIARSKA-BIERNACKA, Iwona; PARPOT, Pier; NEVES, Isabel C.; FONSECA, António M.; MORAIS, Rui, Análise química de resíduos orgânicos de ânforas do naufrágio bético de Esposende, "O Irado Mar Atlântico. O naufrágio bético augustano de Esposende (Norte de Portugal)", p. 263-281; MORAIS, Rui, Um naufrágio bético, datado da época de Augusto, em Rio de Moinhos, "O Irado Mar Atlântico. O naufrágio bético augustano de Esposende (Norte de Portugal)", p. 309-334; RODRIGUES, S., Lopes de Sousa; MORAIS, R.; Helena GRANJA; Randi DANIELSEN; César OLIVEIRA, ALMEIDA, C. (2013), Uma abordagem multidisciplinar ao sítio arqueológico da Praia de Rio de Moinhos - Esposende, NW de Portugal/ A multidisciplinary approach to the archaeological site of Praia de Rio de Moinhos (Esposende - Norwestern Portugal), "V Jornadas do Quaternário - 5th International Conference - O Quaternário da Península Ibérica: Abordagens Metodológicas e Linhas de Investigação" - Livro de Resumos/ Abstracts Book, pp. 44-45; MORAIS, Rui; GRANJA, Helena; OLIVEIRA, César, Baetic shipwrecks in the coast of Esposende (North Portugal) / Naufrágios béticos en la costa de Esposende (norte de Portugal), “Actas del V Congreso Internacional de Arqueología Subacuática Un patrimonio para la humanidad”, 2016, p. 556-565; GRANJA, Helena, MONTEIRO-RODRIGUES, Sérgio, DANIELSEN, Randi, Changing environments and Human settlement during Mid-Holocene in Rio de Moinhos Beach (Esposende, Northern Portugal), “Estudos do Quaternário”, 14, APEQ, Braga, 2016, pp. 25-40; MONTEIRO-RODRIGUES, Sérgio, A indústria macrolítica holocénica da praia de Rio de Moinhos (Marinhas, Esposende, NW de Portugal). Apresentação de um estudo preliminar / The Holocene macrolithic assemblage from Rio de Moinhos beach (Marinhas, Esposende, Northwestern Portugal). A preliminary study, “GALLÆCIA”, 32, p. 87-108, 2013

LOCALIZAÇÃO - freguesia – marinhas | lugar/topónimo – rio de moinhos/ foz do ribeiro de peralta

Plano Diretor Municipal

 

NOTA: se tiver conhecimento de alguma informação complementar - incluindo bibliografia - não hesite em partilhá-la connosco!

***
NEWSLETTER Serviço Património Cultural

(clicar para aceder à programação)

O vasto programa do Serviço de Património Cultural oferece atividades dirigidas à comunidade educativa e ao público em geral como visitas orientadas, oficinas, contos, jogos, workshops, entre outras.

Serviço Educativo aqui