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Marinhas homenageia Padre Avelino Peres Filipe

04 Out

Presidente Guilherme Emílio evidencia a marca que ficará para sempre ligada à comunidade local

A comunidade de Marinhas juntou-se, esta quinta-feira à noite, para celebrar 62 anos de serviço e 53 anos de paroquialidade do padre Avelino Peres Filipe. “Um pouco por todo o lado, a sua marca ficará para sempre ligada a esta comunidade que ajudou a construir, a dinamizar e a consolidar”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Guilherme Emílio, durante a cerimónia em que foi apresentada pela junta de freguesia a Monografia de Marinhas, da autoria de Penteado Neiva, obra de grande fôlego que tem o nome do padre Avelino intimamente ligado.
Foram centenas de pessoas que, a título individual, ou em representação das cerca de 30 instituições e movimentos paroquiais de Marinhas, marcaram presença nesta homenagem e manifestação de gratidão para com o padre Avelino Peres Filipe.
O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Guilherme Emílio, começou por revelar a “enorme admiração, profunda estima e imensa consideração”, relativamente ao padre Avelino, reconhecendo que “nada do que possa dizer sobre o Senhor Reitor seria suficiente para o retratar fielmente”.
“Mais do que as palavras, serão sempre os seus gestos e as suas ações, os seus esforços na construção desta comunidade a melhor definirem a pessoa extraordinária, sensível e generosa que é o nosso querido Senhor Reitor”, vincou Guilherme Emílio.
“Dos grupos de jovens às Cruzadas de Fátima e às Conferências Vicentinas; Dos grupos corais e equipas litúrgicas às associações recreativas e aos diversos movimentos paroquiais; Do agrupamento de escuteiros aos ranchos folclóricos; Do grupo de teatro amador ao Futebol Clube de Marinhas; Do Centro Paroquial à Delegação da Cruz Vermelha ou ao Centro Social de Juventude Unida de Marinhas… Do património material às devoções e festas religiosas em cada um dos lugares”, recordou Guilherme Emílio, a presença do padre Avelino no quotidiano de Marinhas.
“Por mais que possa parecer, a sua jornada não termina aqui”, concluiu Guilherme Emílio, lembrando: “a sua comunidade estará sempre consigo. Porque já faz parte de si. Porque estará sempre presente em cada pessoa que conheceu e tocou.”
Aurélio Neiva, presidente da União de Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, lembrou o papel “de verdadeiro missionário que o padre Avelino desenvolveu, ao longo destas décadas, na freguesia de Marinhas” reconhecendo a excelência do desempenho das suas funções de pároco e o seu “trabalho incansável”.
O autor da Monografia de Marinhas, Penteado Neiva, argumentou ser este “o primeiro volume de uma História que se quer continuar a escrever” e descreveu a obra que começa pela descrição geográfica e pelos “15 marcos que, em 1813, foram colocados pelo Cabido de Braga para delimitar a freguesia” e prossegue com as referências aos vestígios histórico-arqueológicos, monumentos, património arquitetónico, artes e tradições, dinâmicas populacionais, artes e tradições e movimento associativo. Este trabalho de profundo valor histórico e sociológico faz uma incursão na vivência local ao longo dos tempos, destacando as artes e ofícios locais, como a indústria da moagem, dos moinhos, azenhas e moleiras ou a apanha do sargaço, sem esquecer o trabalho da pedra.
A homenagem ao padre Avelino prosseguiu com a entrega de lembranças, por parte de todas as instituições de Marinhas que quiseram recordar a influência que o sacerdote teve na fundação ou no desenvolvimento da atividade de cada uma.
Conteúdo atualizado em4 de outubro de 2024às 17:07