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“Blue Project” encerrou com resultados práticos na investigação e no desenvolvimento

07 Mai

Blue Project 2

Decorreu no Auditório do Centro de Engenharia Biológica, na Universidade do Minho, em Braga, o Congresso Internacional que ditou o encerramento do “Blue Project”. Este projeto foi idealizado com o propósito de promover um melhor aproveitamento dos recursos marinhos disponíveis na Costa Atlântica Norte de Portugal, visando a criação de valor, o crescimento sustentável da economia azul, a investigação científica e ainda, a literacia na economia azul.

O “Blue Project” criou uma unidade de processamento de peixe fresco para a comercialização de filetes de Sarrajão, para servir em cantinas escolares, além de ter colaborado com entidades de I&D, nomeadamente no aproveitamento do desperdício alimentar (de peixe) no desenvolvimento de novos materiais têxteis (a partir da pele) e outros produtos alimentares (dos remanescentes do peixe), além de colaborar na implementação de estratégias de literacia do oceano, de promoção do consumo de peixe e de redução do desperdício alimentar, num verdadeiro projeto de economia circular.

“Os principais beneficiários deste projeto são as escolas, os municípios, os cidadãos e as entidades com atividades relacionadas com esta temática”, destacou a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger, na sua intervenção, integrando o painel que debateu as perspetivas futuras da economia azul, rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030. “Pretende-se que os resultados do ‘Blue Project’ possam ser replicados não apenas a nível local, mas também a nível regional, nacional e internacional”, sublinhou Alexandra Roeger.

O “Blue Project”, integrado numa estratégia mais ampla, que engloba o Projeto de Sustentabilidade Alimentar – Geração S, tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento de processos de tecnologia alimentar inovadores e mais sustentáveis, nomeadamente no que se refere a métodos de conservação.

No âmbito deste projeto realizou-se, no passado dia 26 de abril, a prova de consumidor, com os alunos do 1.º ciclo do ensino básico, nas escolas básicas de Esposende e de Forjães. Esta atividade foi realizada pelas técnicas/docentes do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, abrangendo cerca de 250 alunos. A prova consistiu na avaliação de pratos onde o produto principal foi o peixe Sarrajão. Os pratos apresentados pelas duas escolas foram: Arroz de sarrajão e Massada de Sarrajão, tendo resultado numa refeição bastante bem acolhida pelos alunos.

O “Blue Project” teve como promotor a Guimarpeixe, integrando a componente industrial na área da tecnologia alimentar, envolveu também a Tintex que, na área têxtil, potenciou o aproveitamento de resíduos no fabrico de materiais têxteis, e a Universidade do Minho e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo que deram continuidade à parceria que mantêm com o Município de Esposende e que, neste projeto, abarcou a componente do desenvolvimento científico, com transferência direta de conhecimento e sua aplicabilidade ao quotidiano. Integraram, também, este consórcio a Associação Empresarial de Portugal e a Visual Thinking e, ainda, a Matis, organismo público da Islândia que apoiou o projeto com contributos na área da segurança alimentar e saúde pública.

O Blue Project foi financiado pela EEA Grants, um mecanismo financeiro financiado pela Islândia, o Liechtenstein e a Noruega.

Esta ação integra-se no plano de desenvolvimento do concelho e enquadra-se nos eixos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Conteúdo atualizado em7 de maio de 2024às 11:35