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Esposende divulga trabalho arqueológico na Universidade do Porto

22 Nov

O Serviço de Património Cultural do Município Esposende participou no X Encontro do Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória», da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (CITCEM), com uma comunicação “Patrimónios Emersos e Submersos de Esposende: beneficiários ou lesados (im)prováveis”. No Dia Nacional do Mar, foram divulgados os vestígios arqueológicos revelados em 2021 pela ação do mar na praia de Guilheta (S. Paio de Antas), semelhantes aos identificados em Sublago (Belinho) e Lontreiras (Mar) em 1979, os do naufrágio de Belinho1, passando pelos detetados desde 2005 na Praia de Rio de Moinhos (Marinhas).

“Culturas D’Água: Património, Ambiente e Sociedade” é a temática deste Encontro, pelo que a apresentação se centrou nas alterações climáticas, na identificação dos recentes sítios arqueológicos, na investigação desenvolvida e na importância das ações de cidadania.

O número invulgarmente elevado de temporais que se têm sentido no Atlântico Norte levanta um conjunto de questões sobre o impacto que estes episódios vão tendo em sítios arqueológicos até agora desconhecidos. Novos desafios se erguem, nomeadamente na forma de atuar para registar os vestígios, recuperar os artefactos e conservar os objetos. Com o trabalho desenvolvido por diversas equipas inter e transdisciplinares, têm sido obtidos dados tanto sobre os sítios como do respetivo espólio arqueológico agora revelado. Outro facto que predominante nesta ação recai no papel dos cidadãos sobre estes locais.

A decorrer até dia 19 de novembro, este encontro termina com uma saída de campo ao rio Neiva, em Esposende, organizada pela “Rio Neiva – Associação Defesa do Ambiente”que apresentou a comunicação “Rotas do Oceano: reflexões sobre a relação entre uma comunidade escolar e a cultura marítima local a partir de um estudo de caso”. Foi, ainda, exibido o documentário “Estórias de Ambos os Lados”, sustentação do projeto que apresenta a construção de uma visão e narrativa colectiva sobre a foz do Rio Neiva, focando-se nas pessoas que habitam e vivem em ambas as margens do rio.

De resto, qualquer cidadão que pretenda contribuir para a reconstituição da história do território de Esposende, poderá entrar em contato com o Serviço de Património Cultural do Município, através do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt, do 253 960 179 ou dirigindo-se ao Centro Interpretativo de S. Lourenço.

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