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Forte S. João Baptista acolhe primeira iniciativa cultural

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04 Ago

 

A exposição “Patrimónios Emersos e Submersos – Do Local ao Global”, inserida nas comemorações dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação do globo terrestre, iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Sebastián Elcano, a inaugurar sexta feira, dia 6, pelas 17 horas, marca a abertura do Forte S. João Baptista à atividade cultural regular. Lembre-se que o Município de Esposende pagou ao Estado 204 mil euros, em setembro de 2020, pela cedência do Forte de S. João Baptista, por um período de 50 anos, onde, em colaboração com a Universidade do Minho, funcionará o Centro de Divulgação Científica de Atividades Marinhas (CDCAM).

Esta exposição integra um conjunto de iniciativas promovidas pela Estrutura de Missão do V Centenário da Primeira Viagem de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães, incrementadas em articulação com a Direção Geral do Património Cultural, através da Direção Regional de Cultura do Norte. Em estreita parceria com diversos municípios, a exposição enquadra-se no âmbito do projeto “Circum-navegando… do local ao global”, com o intuito de promover as incidências locais deste feito.

O Município de Esposende entendeu associar-se às celebrações deste acontecimento de caráter mundial, através da exposição dedicada à temática “Patrimónios Emersos e Submersos – Do Local ao Global”. Esta tem como objetivo principal promover e valorizar o património histórico-cultural subaquático e costeiro associado, permitindo a fruição comunitária do Forte de S. João Batista.

A escolha recaiu sobre este local, uma vez que o Forte de S. João Baptista é um ícone da paisagem cultural que povoa o imaginário de todas as gerações de esposendenses e visitantes dos últimos trezentos anos. Dois dos quatro edifícios outrora destinados a serviços de apoio ao Farol, criados e instalados na área do Forte de S. João Batista, no séc. XX, foram intervencionados, permitindo o usufruto do espaço pelos cidadãos.

Esta intervenção permite albergar uma exposição relacionada com o Património Cultural, assente num projeto de investigação multidisciplinar, o qual tem como ponto central o Naufrágio Quinhentista de Belinho 1. Pretende-se, pois, dar relevo e divulgar a Arqueologia Subaquática, partindo do Naufrágio Quinhentista de Belinho, achado que se enquadra na temática das celebrações e que tem revelado um património único e significativo, a nível nacional e mundial. Articulado com a Arqueologia Subaquática, o achado de Belinho tem revelado um espólio significativo, cuja divulgação se pretende intensificar e que é contemporâneo da 1.ª Viagem de Circum-navegação.

Este projeto foi concretizado no âmbito da candidatura “Preservação, conservação e valorização dos elementos patrimoniais e dos recursos naturais e paisagísticos” aprovado no âmbito do Aviso 14/2020/Gal Costeiro Litoral Norte. Tem um investimento total superior a 43.000 euros, sendo comparticipado a 85%, através do MAR2020.

Os visitantes são recebidos por Hércules e por Neptuno, duas esculturas da autoria de João Sá que graciosamente as emprestou para esta exposição. João Sá é o achador que, em 2014, comunicou o achado que revelou tratar-se do navio quinhentista de Belinho.

De realçar que o escultor João Sá, conjuntamente com o filho, Alexandre Sá, integram a equipa de voluntários do projeto de investigação deste naufrágio, situação que concorreu para que, em 2017, estes dois cidadãos descobrissem a localização do naufrágio. Este envolvimento apenas é possível graças a uma estratégia de Arqueologia municipal, alicerçada no envolvimento ativo dos cidadãos.

O acesso à cerimónia de inauguração é restrito, cumprindo as diretivas da Direção Geral de Saúde, mas a exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A entrada é gratuita.

Para mais informações, poderá contactar o Serviço de Património Cultural, através do telefone 253 960 179 ou do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt