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Entre a Terra e o Mar: as Mulheres, a Economia e o Ordenamento do território

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26 Jun

 

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Realizou-se hoje, dia 26 de junho, no Auditório Municipal de Esposende, a conferência intitulada “Entre a Terra e o Mar: as Mulheres, a Economia e o Ordenamento do território”, inserida no Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária” promovidas pelo Consórcio Minho Inovação, que integra as três Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave, em articulação com os Municípios, iniciativa que visa promover estratégias de dinamização do território para valorização e preservação da história e da identidade cultural do Minho.
Este projeto enfatiza a importância do debate e promoção da igualdade de género, trazendo para a atualidade o importante papel da mulher na sociedade, ao longo dos tempos.
“Ao longo dos tempos, a mulher sempre se foi desdobrando em diversos papéis de gestão da família e da comunidade. Com estes debates pretendemos contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa, onde a igualdade de género seja comummente aceite”, realçou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira que destacou o equilíbrio que se verifica na autarquia, entre trabalhadores de ambos os sexos.
Benjamim Pereira destacou os diversos projetos culturais em que o Município de Esposende está envolvido, na defesa e preservação da cultura e na valorização do património local, do religioso ao arqueológico, do subaquático e costeiro à recuperação dos moinhos. O autarca destacou o importante papel das autarquias e das Comunidades Intermunicipais na descentralização dos atos culturais, “caso contrário, resumir-se-iam aos mesmos grandes centros urbanos”.
Rafael Amorim, Secretário da Comunidade Intermunicipal do Cávado, destacou o facto de Esposende ter assumido “um papel pioneiro na igualdade de género e, juntando a atratividade do território, devido à preservação da biodiversidade e das tradições, e de apresentar uma realidade muito ampla e amiga da diversidade”.
A investigadora Ana Isabel Alves Costa destacou a importância da mulher, enquanto responsável pela ligação das diversas atividades, entre o rio, o mar e a terra, tendo assumido importante papel na defesa da região contra as investidas do mar”.
Por seu turno, Sara Pinto, vincou o “trabalho de complemento que a mulher assumia, desde apanhar sargaço a puxar os barcos ou remendar as redes. A mulher era sargaceira, peixeira, camponesa e mulher de casa”, completou.
Nuno Miguel Costa recordou “o regresso da mulher ao lar, resultante da incursão dos homens na indústria bacalhoeira. Por imposição do Estado Novo, a mulher dedicava-se apenas à família e apenas praticava a lavoura”, recordou.
A moderação esteve a cargo de Maranhão Peixoto e o momento cultural foi da responsabilidade do Coro de Câmara Feminino da Escola de Música de Esposende.
A encerrar a sessão, a vereadora da Cultura, Angélica Cruz, agradeceu, em nome do Município de Esposende, o interesse e a qualidade das intervenções que permitiram partilhar resultados da investigação realizada e valorizar e desvendar os múltiplos papéis assumidos pela mulher, nos últimos séculos, reveladores da sua coragem, da sua luta e da sua determinação para suprir necessidades e ajudar na economia familiar.
Este projeto insere-se no contexto do contributo que Esposende pretende dar ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).