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Município de Esposende preserva e dignifica a Arquitetura

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27 Julho 2018

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Inaugurada exposição de fotografia do arquiteto António Menéres

Abriu hoje ao público, no Museu Municipal de Esposende, a exposição “Arquiteturas do concelho, Esposende entre o atlântico e as suas terras”, do arquiteto António Menéres. Trata-se de um conjunto inédito de fotografias, captadas em meados do século XX (entre 1956 e 1960), no âmbito do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa.
O Arquiteto António Menéres realizou o levantamento da Arquitetura popular do país, nomeadamente do norte litoral, registando em fotografias a construção que pintava a paisagem, algumas sobre Esposende que nunca foram publicadas.
Trata-se, assim, de uma apresentação inédita para o país e muito especialmente para Esposende que tem o privilégio de poder observar estas imagens, captadas nos locais mais imprevisíveis.
“A exposição que agora inauguramos encerra um profundo significado sociológico, contribuindo para a solidificação da memória coletiva de Esposende”, começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, sublinhando o trabalho que o Município tem desenvolvido na área da Arquitetura. “Temos dignificado a Arquitetura, quando não permitimos construções que descaraterizam a paisagem urbana e temos promovido exposições e a edição de livros sobre a matéria”, lembrou.
De resto, Benjamim Pereira sustentou a importância de os esposendenses visitarem esta exposição, “pela componente estética, mas também pela História que encerra e pelo grande contributo que dá à formação do indivíduo, pela valorização da nossa cultura”.
O presidente da Câmara Municipal de Esposende sublinhou “a grandeza que António Menéres representa no panorama da Arquitetura nacional”, nomeadamente pelo trabalho desenvolvido “numa época em que pouco se valorizava a preservação do edificado”.
António Menéres relembrou o trabalho desenvolvido em Esposende, nomeadamente o levantamento da Arquitetura da região, mas também o registo das tradições. “Recolhi registos de coisas que desapareceram, o que provoca nos naturais uma saudade imensa. Mas é muito bom que o futuro se apoie em tudo o que o presente tem de bom”, referiu o arquiteto que fez equipa com Fernando Távora e Rui Pimentel, percorrendo uma área do país que ia desde o Norte de Coimbra (zona de Mira) ao Rio Minho, do Litoral até ao interior, nas faldas do Marão.
“As Arquiteturas populares são muitas e diversificadas, tal como a paisagem e a história, o que é curioso, sendo um país tão pequeno. Era uma Arquitetura popular que se ligava à economia local, aos modos de falar, ao entendimento do mundo rural, aos comeres e à gastronomia”, assinalou António Menéres.
A exposição está dividida em seis módulos principais (Território Histórico, Arquiteturas Rurais, Arquitetura Religiosa, Sargaceiros e Abrigos, Banho Santo e Esposende Hoje) e pode ser visitada até ao final de setembro.