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Município de Esposende dota escolas do 1.º ciclo com tablets num investimento de 100 mil euros

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13 Fevereiro 2020

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O Município de Esposende vai dotar de tablets as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do concelho, num investimento de aproximadamente 100 mil euros. A medida integra o Projeto Educativo Edu@Esposende, que foi apresentado aos docentes, em sessão realizada, ontem, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio.

Este projeto, que integra o Plano Estratégico Educativo Municipal, pretende proporcionar aos alunos e professores do 1.º ciclo o acesso a recursos tecnológicos de fácil mobilidade e interatividade, de que é exemplo o tablet, com softwares educativos e colaborativos, promovendo, em paralelo, a formação para os professores, no sentido de potenciar novos métodos de ensino-aprendizagem mais enriquecedores, interativos e dinâmicos. O Edu@Esposende pretende, ainda, potenciar a utilização mais eficaz e constante das plataformas digitais “No poupar está o ganho” e “+ Cidadania”, com o intuito de promover o desenvolvimento da Literacia Financeira, Cidadania e do conhecimento Património Local e Cultural.

Nesta primeira fase, o projeto contempla a aquisição de 205 tablets, a distribuir pelas 19 escolas do 1.º ciclo do concelho, abrangendo um total de 1 328 alunos.

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, sublinhou a relevância deste projeto, considerando-o mais um investimento na área da Educação, com evidentes benefícios para a comunidade educativa do concelho. Notou que se trata de um projeto pioneiro, que será monitorizado possibilitando ao Município aferir os resultados da sua aplicabilidade, perspetivando-se que o mesmo possa vir a ter maior alcance no futuro. Em linha com os eixos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, o Projeto Educativo Edu@Esposende enquadra-se, também, no projeto das cidades inteligentes, o Esposende SmartCity, que assenta nos pilares da Sustentabilidade, Pessoas, Território e Arte, concluiu Benjamim Pereira.

Na sua intervenção, a Vereadora da Educação e Cultura, Angélica Cruz, referiu que são vários os documentos normativos, nacionais e internacionais, que reforçam a necessidade do desenvolvimento de competências na área digital e tecnológica junto dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, nomeadamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no Perfil do Aluno para o Século XXI e no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Destacou, também, que as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) se apresentam como um fator de inclusão e de combate ao insucesso escolar, servindo de suporte, promoção e motivação à aprendizagem.

José Cardoso da empresa JP, que concebeu os tablets e os softwares educativos para os alunos do 1.º ciclo, realizou uma demonstração de algumas das funcionalidades e programas para a aprendizagem em contexto de sala de aula, mencionando que o projeto prevê a avaliação do impacto, através da monitorização periódica, no sentido de redefinição contínua dos objetivos pedagógicos durante a implementação do projeto.

Posteriormente, os professores irão receber formação sobre o uso adequado dos equipamentos e softwares, que se prolongará por todo o ano letivo, sendo depois entregues os tablets às escolas.