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Esposende adota estratégia de adaptação às alterações climáticas

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11 Janeiro 2018

CME-CIM 2O Município de Esposende promoveu hoje, no âmbito de um projeto intermunicipal sob a coordenação da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado, uma reunião de trabalho que visa contribuir para a preparação de uma estratégia concertada de adaptação às alterações climáticas no território da NUT III Cávado. Além de autarcas e técnicos municipais, participaram também elementos das áreas da Proteção Civil e Socorro, Saúde, Turismo, Economia e de Organizações Não Governamentais da Área do Ambiente.

“Pretende-se envolver a comunidade local e todas as entidades com intervenção no nosso território, por forma a desenvolver uma estratégia que permita despoletar a implementação de ações visando a minimização dos efeitos das alterações climáticas, ações essas suscetíveis de virem a ser candidatadas a programas e financiamentos”, esclareceu Alexandra Roeger, vice-presidente da Câmara Municipal de Esposende.
Estas reuniões concelhias seguem-se à aprovação da candidatura submetida pela CIM Cávado, denominada “Estratégia Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas no território da NUTS III Cávado” que na sua principal ação prevê a “elaboração da estratégia que permitirá obter um conhecimento das vulnerabilidades atuais e futuras do Vale do Cávado, concretas e direcionadas. Queremos sinalizar situações que exigem atuação”, como explicou o primeiro secretário-executivo da CIM Cávado, Luís Macedo.
Durante as reuniões em curso nos seis concelhos que integram esta estrutura (Amares, Braga, Barcelos, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde), os técnicos apuram informação e conhecimento tendente a consolidar e desenvolver bases científicas e técnicas sólidas. O objetivo último assenta na redução da vulnerabilidade da região e no aumento da capacidade de resposta.
Em Esposende, foram relevadas as diferenças do território, nomeadamente a dicotomia litoral-interior, com todas as especificidades que caraterizam o concelho. Divididos em grupos setoriais, os participantes debateram os seguintes temas: “agricultura, florestas e biodiversidade”, “turismo e economia”, “energia e transportes”, “governação, saúde e segurança”, “recursos hídricos e zonas costeiras” e “ordenamento do território”.
No final, o conhecimento será partilhado com os agentes sociais, suscitando a maior participação possível e será incentivada a adoção das medidas nos processos de planeamento e decisão de agentes locais e regionais.